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Por Redação | 14 de maio de 2026
Aos 62 anos, Greg Broussard — mundialmente conhecido como Egyptian Lover — prova que o trono do electro boogie nunca esfriou. Nascido em 31 de agosto de 1963 em Los Angeles , o produtor, DJ e dono de múltiplos selos não apenas testemunhou a evolução da música eletrônica nas últimas quatro décadas: ele a conduziu.
Longe de qualquer plano de aposentadoria, 2026 está sendo um dos anos mais movimentados de sua carreira. Com dezenas de shows agendados em quatro continentes e dois novos lançamentos já confirmados para este ano, Egyptian Lover segue sendo uma força vital da cena electro mundial.
A história de Broussard começou de forma improvável. Foi assistindo ao filme Thank God It‘s Friday (1978) — especificamente uma cena em que um DJ conquista uma mulher na boate — que ele decidiu que queria seguir o mesmo caminho .
Antes de se tornar Egyptian Lover, o jovem de Los Angeles já criava fitas mixtape com um toca-discos e um gravador, vendendo para amigos no colégio. Ele sequenciava funk de grupos como One Way, Con Funk Shun e Bar-Kays, e já arriscava os primeiros rhymes inspirado em “Rapper‘s Delight” do Sugarhill Gang .
A virada aconteceu quando entrou para a Uncle Jamm‘s Army, influente crew de DJs de Los Angeles. Segundo Broussard, foi quase por acaso: um amigo comentou que o grupo tinha a melhor equipe de promoção, mas não o melhor DJ. Ele foi convidado para um “teste” — na verdade, uma competição que ele não sabia que existia. Ao fim de sua apresentação, os demais DJs simplesmente guardaram seus equipamentos. “Não consigo competir com ele”, disseram .
Assim, Egyptian Lover tornou-se o DJ oficial da Uncle Jamm’s Army, e as festas do grupo saltaram de 1.000 para 10.000 pessoas no Los Angeles Sports Arena .
O encontro com o Roland TR-808 — a caixa de ritmos que definiria seu som — aconteceu em uma Guitar Center. O DJ Afrika Islam estava mostrando o equipamento quando Broussard começou a brincar com os padrões de bateria. Em minutos, uma multidão de 30 pessoas se formou ao redor dele na loja .
Ele comprou a máquina por cerca de US$ 1.000 e logo a levou para seus sets ao vivo. O público enlouquecia.
“Egypt, Egypt” — seu maior hino, lançado em 1984 — nasceu de forma nada convencional. O próprio Broussard admite: “Foi um disco meio bagunçado, porque peguei partes de letras de três músicas diferentes e juntei em uma só.” O engenheiro de som disse que a faixa não combinava, pois os versos eram desconexos. Broussard respondeu: “Bem, é como uma coletânea de grandes sucessos que nunca foi lançada!”
O público não se importou com a teoria musical — a faixa tornou-se um dos maiores hinos do breakdance de todos os tempos.
Longe de viver apenas de nostalgia, Egyptian Lover está em plena atividade. Em 2026, ele acumula 17 shows programados em 5 países — Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Turquia e até Austrália — tendo viajado impressionantes 82.929 km no último ano para se apresentar aos fãs .
As apresentações combinam sua TR-808 original (sim, a mesma de 1984), seleção de vinis e vocais ao vivo, em shows que já passaram por templos da música eletrônica como Berghain (Berlim), Printworks (Londres) e Kappa FuturFestival (Turim) .
No front dos lançamentos, 2026 começou com tudo. Em janeiro, Egyptian Lover lançou o vinil “Everything She Wants” — um eletrizante cover de George Michael, acompanhado da faixa inédita “So Good” . O disco já está disponível em prensagem padrão de 2026.
E não para por aí: está anunciado para ainda este ano o lançamento de “808 Beats Volume 4”, mantendo a sequência de sua série dedicada à famosa caixa de ritmos .
Em entrevista à Bandcamp Daily, Broussard explicou a atemporalidade de seu som com a simplicidade de quem domina o ofício: “Até hoje, posso tocar a 808 e as pessoas simplesmente curtem a festa. São as caixas, o bumbo enorme, os rim-shots, as palmas, os tons — tudo nela faz você querer festejar porque tem aquele som que faz sentir bem.”
E completou, com a segurança de quem ajudou a construir o gênero: “No meu tempo, eu estava 30 anos à frente — então se alguém ouve as músicas antigas agora, vai pensar que são novas.”
Qual a idade de Egyptian Lover em 2026?
Egyptian Lover nasceu em 31 de agosto de 1963, em Los Angeles, Califórnia. Portanto, ele completa 62 anos em 2026 .
Qual foi seu maior sucesso?
“Egypt, Egypt” (1984) é considerado seu hino mais emblemático, um dos maiores clássicos do breakdance mundial .
Ele ainda se apresenta?
Sim. Em 2026, Egyptian Lover tem turnê ativa com shows nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Turquia e Austrália, totalizando mais de 17 apresentações programadas .
Quais são os lançamentos de 2026?
Já foi lançado o vinil “Everything She Wants” (cover de George Michael) em janeiro, e está previsto “808 Beats Volume 4” para ainda este ano .
Onde posso ouvir sua música?
Além das plataformas de streaming, Egyptian Lover mantém presença ativa no Bandcamp, Instagram e X (antigo Twitter) .
Ele toca a TR-808 original ao vivo?
Sim. Egyptian Lover é conhecido por levar sua Roland TR-808 original aos shows, executando padrões ao vivo enquanto canta e interage com o público .
Qual a relação dele com Uncle Jamm’s Army?
Ele foi o DJ principal da influente crew de Los Angeles nos anos 1980, ajudando a transformar suas festas em eventos com mais de 10 mil pessoas .
De suas primeiras fitas vendidas no colégio aos palcos dos maiores festivais do mundo em 2026, Egyptian Lover construiu mais do que uma carreira — ele construiu um império solo que resiste ao tempo. Aos 62 anos, Greg Broussard não é uma relíquia do passado; é uma força criativa do presente, ainda girando discos, programando sua 808 e conquistando novas gerações.
Electro não é moda. Electro é legado. E o faraó continua reinando.
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