PLONK: o selo que vive e respira a “machine-pop” à la Kraftwerk
Conheça as 4 forças motrizes por trás do coletivo que mantém vivo o legado dos pioneiros alemães
Se você é fã do som metronômico, das linhas de sintetizador pulsantes e da frieza melódica que o Kraftwerk consagrou, conheça o selo PLONK. Localizado na Suécia (https://plonk.nu), o projeto se define como uma comunidade de 13 bandas unidas por uma missão clara: criar música similar ou no exato estilo da lendária banda alemã de Düsseldorf .
Diferente de um mero tributo, o PLONK não se limita a regravar clássicos. Seus artistas preservam o legado com novas composições, mantendo a assinatura sônica – timbres analógicos, vocoder minimalista e ritmos motorik. Atualmente, o selo conta com um catálogo robusto de 65 lançamentos . Conheça os principais nomes dessa cena:
Maschine Brennt: O coração pulsante do selo. Projeto de Joacim Thenander, veterano desde os anos 80 (industrial, techno e house), Maschine Brennt foi relançado em 2014 para criar “música para homem e máquina”. Suas faixas são um turbilhão de electro obscuro e batidas precisas, com álbuns como The Hearing Aid e Puls sendo verdadeiros manifestos do gênero .
Datapop: Fiel ao nome, o Datapop entrega exatamente o que o selo promete: pop feito por computadores. Enquanto outros projetos pesam na dureza industrial, o Datapop foca nas melodias cativantes e nas linhas de baixo dançantes, provando que a máquina também tem alma. São presença garantida em todas as compilações We Are Machine Pop .
Deutsche Bank: Não, não é a instituição financeira. A banda pega emprestado o nome teutônico para criar um som frio, calculista e elegantemente minimalista. Com faixas como Transmission e Grand Unified Theory, eles exploram a teoria e a precisão germânica, resultando em paisagens sonoras que soam como arquitetura funcionalista em forma de música .
Kretz: Se existe um lado obscuro e noturno no machine-pop, Kretz é o responsável. Suas composições são mais densas e hipnóticas, como visto em Generated, Alterated, Patterns. O projeto transita entre o acolhedor e o perturbador, frequentemente remixando e sendo remixado pelos colegas de selo, o que mostra sua versatilidade dentro da cena .
Com uma curadoria rigorosa que lembra os anos dourados da eletrônica alemã, o PLONK prova que, mais de 50 anos depois de Autobahn, o motor rítmico de Ralf Hütter ainda acelera corações – agora sob novas tensões, melodias e batidas. A machine-pop está viva e funcionando.